Esmagar a extrema direita e combater o liberalismo com luta, ação direta e independência de classe!

O Brasil conheceu no último domingo, 30 de outubro, o novo presidente da República, o qual iniciará seu mandato a partir de janeiro de 2023. Com uma vitória apertada da frente ampla representada pela chapa Lula-Alckmin, o resultado acirrou os ânimos dos apoiadores de cada um dos lados.

Inaugura-se uma nova fase e, por isso, é importante revisitar o que nos levou até aqui para entendermos nossas tarefas como anarquistas neste próximo período.

A extrema-direita não será derrotada pelas urnas e com conciliação de classes! 

Como anarquistas organizados, como revolucionários, reforçamos que a via eleitoral – seja enquanto voto crítico, antifascista ou qualquer argumentação de voto estratégico – não irá fazer as reais transformações que as classes oprimidas realmente precisam! Nessa conjuntura específica, tampouco vai conseguir derrotar a extrema-direita, que já se encontra impregnada no tecido social e vai seguir assim pelos próximos anos, se não houver um enfrentamento decidido e a construção de um campo que rompa com a estratégia hegemônica da esquerda brasileira nos últimos anos, a qual propõe a centralidade na conciliação de classes por meio da disputa interna das instituições burguesas.

A máfia do transporte e a tarifa de ônibus

A família Constantino representa perfeitamente a violência e a crueldade do sistema capitalista: além de controlar a terceira maior empresa aérea do Brasil – a Gol Linhas Aéreas -, os Constantino comandam um cartel que abrange boa parte das empresas de ônibus do país, incluindo Bauru e Marília.

[CAB] As manifestações de rua e o sentido estratégico de nosso trabalho

A luta popular de rua voltou a fazer parte de nossas vidas, passado um ano e meio de pandemia. Das vidas de quem sempre acreditou na ação direta popular como a que define vencedores e perdedores, a longo prazo. Embora reúnam todo tipo de gente, as manifestações de rua materializam a unidade possível nesse momento. Unidade na rua entre os setores já organizados – sejam eles organizados social e/ou politicamente – , junto com partidos de oposição ao governo, mais aquelas parcelas de trabalhadores com certa tradição de mobilização, junto à diversidade de gente, setores e ideologias à esquerda.

[CAB] 19J: Povo forte na rua contra o Estado genocida!

Vamos às ruas de todo o País neste 19 de Junho reforçando a luta pelo Fora Bolsonaro, mas lutamos para além do fim desse governo! As urgências do nosso povo não serão resolvidas com um simples acerto no andar de cima, muito menos nas próximas eleições. Por isso, é necessário cerrar punhos desde baixo, com combatividade e rebeldia, para fazer balançar as estruturas que sustentam os poderosos!

CAB, 9 anos enraizando o anarquismo!

Completam-se 9 anos do Congresso fundacional da Coordenação Anarquista Brasileira (CAB), realizado entre os dias 09 e 10 de junho de 2012, no Rio de Janeiro. A fundação da CAB é fruto do processo de uma década de Fórum do Anarquismo Organizado (FAO), e de anos de amadurecimento do projeto de construção de uma organização anarquista especifista em todo o território brasileiro.