A extrema-direita não será derrotada pelas urnas e com conciliação de classes! 

Como anarquistas organizados, como revolucionários, reforçamos que a via eleitoral – seja enquanto voto crítico, antifascista ou qualquer argumentação de voto estratégico – não irá fazer as reais transformações que as classes oprimidas realmente precisam! Nessa conjuntura específica, tampouco vai conseguir derrotar a extrema-direita, que já se encontra impregnada no tecido social e vai seguir assim pelos próximos anos, se não houver um enfrentamento decidido e a construção de um campo que rompa com a estratégia hegemônica da esquerda brasileira nos últimos anos, a qual propõe a centralidade na conciliação de classes por meio da disputa interna das instituições burguesas.

Como votam as e os anarquistas?

Há um século e meio, nós, anarquistas, denunciamos a farsa do processo eleitoral em meio à miséria e às diversas formas de dominação. Nossa militância defende e atua no fortalecimento dos movimentos populares, na construção das lutas a partir de baixo, de forma cotidiana, no caminho de uma ruptura com esse sistema opressivo.

São Paulo: Velho PSDB, Bolsonarismo e os limites da Esquerda

A campanha eleitoral na maior cidade do país acontece, por um lado, sob grande desinteresse popular, mas, por outro, com atenção dos poderosos, já que pode influenciar os rumos da política para 2022. As candidaturas com alguma viabilidade oscilam entre o bolsonarismo, o liberalismo do PSDB, a esquerda institucional e uma “terceira via”, que procura se colocar fora da polarização.