O fogo nos biomas e o impacto no estado de São Paulo

As queimadas causadas por setores da classe dominante, e especificamente do agronegócio, estão ocorrendo em todo o país. Assim, atingem diferentes biomas, como o Cerrado, a Amazônia e com grande intensidade o Pantanal. Neste momento, elas trazem consequências ao estado de São Paulo e aos demais estados do Sudeste e do Sul.

Com as queimadas, a liberação de partículas de fuligem vem comprometendo o ar de São Paulo. De acordo com a Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo), a condição do ar foi de moderada a muito ruim em todas estações de medição na capital. O problema se soma ao período de pandemia da Covid-19 e doenças respiratórias podem ser agravadas. No estado, são mais de 33 mil mortos pela pandemia.

Outra situação é a chuva preta, causada pela associação das partículas de chuva com a poluição atmosférica. As gotas de chuva carregam a composição química da fuligem, que possui elementos tóxicos, como constatado em agosto do ano passado com as queimadas na Amazônia. Além de toda poluição já causada pelos automóveis. A situação atmosférica foi tão densa, na ocasião, que houve regiões que ficaram nubladas.

No processo de ofensiva do setor empresarial ruralista e do Estado, a luta de classes se expressa sobre a Natureza, esta que sustenta as condições que mantêm a vida. Portanto, a devastação ambiental afeta diretamente a classe trabalhadora, intensificando sua condição de precarização. Cabe ressaltar que, em nossa região, já temos inúmeros problemas causados pela degradação do bioma da Mata Atlântica.

A defesa da Natureza e de seus biomas é imprescindível para a constituição de uma vida digna, pois existe uma interconexão entre elas. O Pantanal, por exemplo, é fundamental para a redistribuição de água para nossa região, que sofre com estiagem e, portanto, com a falta de água ou com grande quantidade de chuvas, causando enchentes e deslizamentos. A preservação da Natureza garante a produção de serviços ecossistêmicos que garantem qualidade de vida.

É preciso avançar na luta por reforma agrária e na defesa da manutenção dos territórios indígenas, quilombolas e das comunidades ribeirinhas, contra esse cenário de barbárie e destruição. Existem muitas possibilidades de ecologização através da ação direta, como por exemplo a aplicação de métodos de agroecologia e de reflorestamento, na Mata Atlântica. É necessária toda solidariedade aos movimentos das regiões da Amazônia, do Pantanal e do Cerrado, que se encontram em sérias dificuldades nesse momento!

Organização Anarquista Socialismo Libertário
Setembro de 2020

Comentários

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s