Todo apoio à paralisação dos entregadores de apps, 1º de Julho!

O cenário atual de pandemia traz à tona a extrema importância de nos atentarmos ao cotidiano dos entregadores informais. Responsáveis por manter diversas atividades essenciais funcionando em um momento tão delicado, não podemos desconsiderar que eles já vinham lidando com precárias condições de segurança e renda, assim como a ausência total de direitos trabalhistas como descanso semanal remunerado, 13º salário, férias, adicional noturno, afastamento por motivo de saúde ou acidente, adicional de periculosidade, etc.

Em meio à crise financeira e ao alto índice de desemprego, o número de entregadores cadastrados nesses aplicativos é cada vez maior, o que só beneficia grandes redes como Ifood, Rappi e Uber, que diminuem frequentemente o valor pago por km rodado.

A chamada uberização é só mais uma ferramenta que o capitalismo usa para explorar esses trabalhadores. Em um sistema de trabalho desregulado, as grandes redes impõem aos chamados “parceiros” uma rígida disciplina no cumprimento de horários, disponibilidade e desempenho das funções. Comportamentos que desagradem os clientes e as empresas de apps automaticamente resultam no rebaixamento de pontuação/avaliação, ou mesmo no bloqueio do trabalhador. Tudo isso associado ao fato de que são os entregadores quem tem que arcar com as despesas de celular, internet, combustível, reparos, desgastes do veículo, tributos, seguros, além de assumir a responsabilidade por danos causados a terceiros.

Como forma de lutar contra tais injustiças os trabalhadores de APPs começaram a se mobilizar em torno das seguintes reivindicações:

1) Aumento do valor por KM rodado
Com a pandemia e o desemprego, os aplicativos estão ganhando como nunca. Mas em vez de repassarem uma parte justa aos entregadores que estão na linha de frente, correndo risco de acidente e de pegar covid, elas diminuem, a cada dia, as taxas de entrega pagas aos trabalhadores.

2) Aumento do valor mínimo
Uma taxa mínima que compense o entregador a ligar a moto ou subir na bike para trabalhar.

3) Fim dos bloqueios indevidos
Chega de bloqueio e desligamento sem motivo! Recolocar todos os trabalhadores que foram bloqueados indevidamente.

4) Rappi: fim da pontuação e restrição de local
Com o sistema de pontuação da Rappi, os entregadores são obrigados a trabalhar no fim de semana pra conseguir juntar pontos pra trabalhar durante o resto da semana. Os trabalhadores devem ter o direito de escolher quando querem ligar o aplicativo e trabalhar!

5) Seguro de roubo, acidente e vida
Enquanto o aplicativo está ligado, os entregadores estão à disposição da empresa, e os apps precisam se comprometer com a segurança dos trabalhadores em caso de acidente.

6) Auxílio pandemia (EPIs e licença)
Os apps precisam pagar os custos dos equipamentos de proteção, e caso alguém pegue covid-19 precisam pagar um auxílio-doença para o trabalhador poder se recuperar em casa.

No dia 1o. de Julho haverá uma paralisação nacional dos entregadores de aplicativos. O apoio dos usuários e de todas as categorias de trabalhadores é essencial nesse momento para que todos tenham acesso a melhores condições de trabalho e uma vida digna!

Viva a organização popular!

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