[CQM] Greve Estudantil – ferramenta de luta e autonomia dxs estudantes

Posted on 21/08/15 por

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Escrito pelo Coletivo Quebrando Muros:

Greve Estudantil – ferramenta de luta e autonomia dxs estudantes

Neste duro ano de 2015, a crise econômica tem justificado a ampliação dos golpes contra os/as de baixo. Seja nos âmbitos municipal, estadual ou federal, no executivo ou legislativo, as medidas de austeridade são impostas por todos os lados. Afinal, o Estado tem sim um lado: o dos ricos e poderosos.

A educação pública é um dos maiores alvos destes ataques. No ensino superior, o projeto de precarização e privatização das universidades está cada vez mais acelerado. Os cortes em bolsas e programas de permanência afetam diretamente os/as estudantes que mais precisam. Eles são eles e elas que, de forma autônoma -mas ao lado dos trabalhadores e trabalhadoras da educação organizados/organizadas – que podem barrar esses ataques e garantir a manutenção de direitos.

O movimento estudantil tem demonstrado sua autonomia de luta através de uma importante ferramenta: a Greve Estudantil. Para muito além do apoio e solidariedade às greves de trabalhadores e trabalhadoras do ensino superior (professores, agentes, terceirizados), as lutas se pautam por reivindicações próprias da categoria, que referem-se diretamente à manutenção da universidade pública e gratuita e a condições dignas para a permanência nos locais de estudo.

A greve estudantil não é apenas um preparatório para lutas futuras de trabalhadores em formação, mas uma ferramenta importante na defesa da universidade pública. Nessa luta, o movimento estudantil é tão importante quanto o sindical – e é um erro secundarizar uma ou outra categoria. Estudantes, servidores, terceirizados ou professores: nossos esforços devem convergir cada vez mais, apoiando-nos um nos outros e trocando acúmulos e experiências. Para todas nós, é importante ter claro que apenas a luta construída de baixo pra cima e pautada pela Ação Direta será capaz de manter os direitos que nos tentam arrancar em nome da crise!

Nesse sentido, a mobilização estudantil tem servido como estímulo e influenciado a luta dos outros setores de trabalhadores e trabalhadoras. Apontando para um caminho autônomo de resistência, estudantes da Universidade Estadual de Londrina mantiveram-se em greve estudantil e ocuparam a reitoria após o término da greve de docentes e servidores. Provando que só a organização e a radicalização das/dos de baixo nos farão avançar em nossos direitos, estudantes conseguiram o comprometimento da reitoria em fornecer um valor mensal para alimentação dos/das estudantes bolsistas e moradores/moradoras da residência estudantil. Uma vitória da greve estudantil!

Nos campus Curitiba I e II da UNESPAR (Escola de Música e Belas Artes- EMBAP e Faculdade de Artes do Paraná- FAP), a greve estudantil traz dentre suas principais pautas a implementação de políticas de assistência estudantil. Após muita luta, os estudantes conseguiram o comprometimento da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior com a implementação de bolsas auxílio-permanência para 2016, além de previsões para o término de obras inacabada e estudos ampliados sobre assistência estudantil. A greve estudantil segue mesmo após a suspensão da greve de professores e agentes, parando as aulas de todos os cursos, conseguindo o apoio dos trabalhadores e mostrando na prática a autonomia do movimento.

greve estudantil

Viva a autonomia do movimento estudantil!
Viva a ação direta!

Para mais informações, acesse: https://quebrandomuros.wordpress.com/