Esmagar a extrema direita e combater o liberalismo com luta, ação direta e independência de classe!

O Brasil conheceu no último domingo, 30 de outubro, o novo presidente da República, o qual iniciará seu mandato a partir de janeiro de 2023. Com uma vitória apertada da frente ampla representada pela chapa Lula-Alckmin, o resultado acirrou os ânimos dos apoiadores de cada um dos lados.

Inaugura-se uma nova fase e, por isso, é importante revisitar o que nos levou até aqui para entendermos nossas tarefas como anarquistas neste próximo período.

A extrema-direita não será derrotada pelas urnas e com conciliação de classes! 

Como anarquistas organizados, como revolucionários, reforçamos que a via eleitoral – seja enquanto voto crítico, antifascista ou qualquer argumentação de voto estratégico – não irá fazer as reais transformações que as classes oprimidas realmente precisam! Nessa conjuntura específica, tampouco vai conseguir derrotar a extrema-direita, que já se encontra impregnada no tecido social e vai seguir assim pelos próximos anos, se não houver um enfrentamento decidido e a construção de um campo que rompa com a estratégia hegemônica da esquerda brasileira nos últimos anos, a qual propõe a centralidade na conciliação de classes por meio da disputa interna das instituições burguesas.

A chantagem do “mercado” e a paralisia da esquerda

O próximo governo de Lula-Alckmin busca aprovar a chamada PEC da Transição, para mudar o teto de gastos e viabilizar programas como o Bolsa Família, no valor de R$ 600. As mesmas empresas de mídia que apoiaram a Lava Jato, o golpe de 2016 e as reformas antipovo, que abriram caminho a Bolsonaro, já começam a colocar pressão para que o próximo governo não mexa nos lucros que rentistas, agiotas e especuladores tiveram nos últimos anos. Vamos lembrar que esses conglomerados sempre estiveram fechados com as políticas econômicas ultraliberais do “Chicago Boy” Paulo Guedes, assim como os setores do mercado financeiro que já cobram a fatura do novo governo.

Combater a extrema direita na luta e nas ruas!

A OASL participa do 31o. Congresso do Sinpeem, sindicato que representa (ou deveria representar) as trabalhadoras e trabalhadores da Educação da rede municipal de ensino de São Paulo. O congresso acontece entre os dias 18 e 21 de outubro, no Palácio das Convenções do Anhembi. No encontro, nossa militância, que constrói as ações junto aos comandos de greve regionais, está distribuindo uma publicação que reúne nossa leitura de conjuntura nacional e da categoria.

A máfia do transporte e a tarifa de ônibus

A família Constantino representa perfeitamente a violência e a crueldade do sistema capitalista: além de controlar a terceira maior empresa aérea do Brasil – a Gol Linhas Aéreas -, os Constantino comandam um cartel que abrange boa parte das empresas de ônibus do país, incluindo Bauru e Marília.

Por uma greve de base do funcionalismo contra o Sampaprev 2!

O PLO 07/2021 precisa ser combatido a partir da organização das categorias do funcionalismo municipal. É necessário que construamos a greve geral do funcionalismo público municipal, com a retomada das ruas e ações intensas! A atuação dos comandos regionais, mais uma vez, será fundamental. Somente com democracia de base e protagonismo das trabalhadoras e dos trabalhadores conseguiremos derrotar o Sampaprev 2.

Nota de solidariedade: contra a intimidação a dirigente da Apeoesp Bauru!

Nessa quinta-feira, dia 02, o professor Marcos Chagas, dirigente da Apeoesp subsede Bauru e membro do Coletivo Chão de Giz, foi procurado pela polícia militar em sua casa e em seu local de trabalho para ser responsabilizado como organizador do ato Fora Bolsonaro, marcado para o próximo dia 07. A PM exigiu a mudança da data e do local da manifestação até o meio-dia, caso contrário seria encaminhada uma representação no Ministério Público contra o professor.